Sua indisposição pode ser intestinal

O intestino é o segundo cérebro? Ou o intestino é o segundo coração? Espera, essas expressões são comuns por aí, mas o que precisamos saber de fato é que o intestino tem sua relevância, principalmente quando se trata das nossas emoções.

 

A microbiota, ou seja, a colônia de bactérias que habitam no intestino influencia diretamente em nosso bem estar e o estilo de vida que levamos está ligado diretamente na composição de espécie da nossa microbiota.

 

A forma como nos alimentamos interfere consideravelmente nos microrganismos encontrados em nosso intestino. Porém outros comportamentos que adotamos em nosso cotidiano também possuem esse poder.

 

A relação com nossa microbiota precisa ser uma via de mão dupla, pois ambas precisam ser vantajosas. Do lado de cá provemos para elas um ambiente propício para sua sobrevivência e em troca nos fornecem proteção contra agentes infecciosos, que nos oferecem riscos à doenças, também favorecem a síntese de vitaminas, absorção de nutrientes e a digestão.

 

Entretanto, quando algo foge dessa normalidade o perigo aparece. O consumo de álcool, uma dieta rica em ultraprocessados e o estresse são as principais causas da permeabilidade intestinal. Essas bactérias da microbiota  necessitam estar restritas ao intestino, do contrário a membrana que protege a parede impermeável de células fica danificada permitindo que substâncias tóxicas e bactérias intestinais caiam na corrente sanguínea.

 

Enquanto esse pacto com a microbiota se mantém quebrado, seu desequilíbrio passa a se associar a uma série de doenças, tais como: Autoimunes, metabólicas, neurológicas, gastrintestinais, cardiovasculares e etc.

 

Lembra do cérebro e do humor? Pois bem, a microbiota está relacionada a nossa função cerebral. Isso porque é responsável pela produção de grande parte das substâncias neuroquímicas como serotonina e dopamina, que auxiliam o cérebro na regulação dos processos como aprendizagem, memória e humor.

 

Estudos comprovam que altos níveis de estresse podem alterar a composição de bactérias intestinais e consequentemente desencadeiam transtornos psiquiátricos como ansiedade e depressão. Nessa pesquisa, ao analisarem amostras de sangue de pessoas com depressão observaram que 35% delas apresentavam resquícios de bactérias pertencentes à microbiota do intestino, provavelmente ocasionado pela alta permeabilidade.

 

Aqui no consultório, dentre os tratamentos que eu utilizo contra a depressão estão a reposição de prebióticos, probióticos e enzimas digestivas. Além da reposição de hormônios ligados à disposição e à felicidade, como  a ocitocina e a vitamina D.

 

Em alguns casos realizo também a reposição de hormônios sexuais, suplementação com vitaminas e minerais em prol do equilíbrio entre a glândula teireoide e adrenal.

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